"Arrependei-vos e cada um de vós sejam batizado em nome de Jesus cristo para perdão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo"... Atos 2:38...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

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“DEUS MEU, POR QUE ME DESAMPARASTE?” (Mt. 27. 46).

Se perguntarmos a um trinitariano: O Pai é Deus? Diria que sim; O Filho é Deus? Responderia que sim; O Espírito Santo é Deus? Sim; São três pessoas Divinas? Diria que sim. Meu irmão pode um Deus pedir ajuda a outro Deus sem perder a sua Divindade? Se o Filho pediu ajuda é porque Ele era humano. E se Cristo foi abandonado pelas outras duas pessoas da Trindade, nos compete a perguntar: Onde está á união desta tão bendita Trindade? Que união é esta, que quando um se encontra em perigo os outros dois viram-lhe as costas, se afastam e o abandonam? Isto nunca pode ser união.
A grande verdade é que, Jesus nunca foi abandonado, pois, em Colossenses 2. 9 diz que, Nele (Filho) habita corporalmente toda a plenitude da Divindade.

Pense nisto.

A explicação dos trinitarianos para esse verso, especificadamente em que vê uma pessoa Divina sendo abandonada por outra, nos compete a perguntar: Onde está a sua professada crença na unidade da Divindade? Se as pessoas Divinas da Trindade são tão distintas, a ponto de serem capazes de se esquecerem uma das outras. Então, como podem os trinitarianos com qualquer grau e lógica ou consistência, negar que eles realmente crêem em três Deuses?

Jesus não fora abandonado por Deus, e nem poderia ser, pois, Ele era o próprio Deus manifestado na carne, (1º Tm. 3. 16). Jesus afirmava que o Pai não o abandonaria nas horas mais cruciais de sua vida, (Jo. 16. 32). Em Hebreus 9. 14, diz: “Quanto mais o sangue de Cristo que ofereceu a si mesmo pelo Espírito Eterno...”. Isto quer dizer que, o Espírito Eterno habitou em Cristo Jesus até o seu último suspiro.

Em Levítico 2. 2, medite com muita atenção: A flor da farinha fala da Natureza humana de Jesus. O óleo misturado à flor da farinha fala da Natureza Divina no Corpo de Jesus. O incenso indica a interseção. A farinha, o óleo e o incenso foram postos juntos no fogo do altar, o que se refere ao calvário.

Este é um lindo quadro de como Deus, o grande Espírito residia no Corpo de Cristo, mesmo quando as chamas da Divina retribuição engolfaram sua alma no calvário. Eu repito: Jesus não foi abandonado por Deus no calvário, mas sim, sentiu a terrível realidade de uma alma abandonada, quando tomou o lugar do pecador.

Quando Jesus orou no Getsêmane dizendo: “Se possível for, passe de Mim este cálice”, ou seja, este momento, ali estava a Natureza humana orando à Divina, foi isto que aconteceu. Jesus, homem, orava não com medo dos soldados, ou da coroa de espinhos ou dos açoites, Ele orava pelo pior momento de sua vida como homem, orava pelo momento em que havia de receber todos os nossos pecados sobre seus ombros, (Is. 53. 4). Jesus, naquele momento se fez maldição por nós.

A Bíblia diz: “... Maldito é todo aquele que é pendurado ao madeiro”, (Gl. 3. 13). Jesus não tinha pecado algum, mas se fez pecado por nós quando no calvário recebeu sobre Ele todos os nossos pecados. Era natural que Ele como homem, como Filho, em sua Natureza humana se sentisse abandonado por sua Natureza Divina. Jesus não conheceu pecado, mas se fez pecador por nós, (2º Co. 5. 21).

Ele assumiu o lugar de um pecador ali na Cruz. Lembre-se! O pecado faz separação entre Deus e o homem, e quando Jesus no madeiro recebeu sobre si todos os nossos pecados, Ele era suficientemente humano para sentir-se abandonado por sua Natureza Divina (Deus).

Lembre-se! Sentiu-se abandonado, mas não foi abandonado em momento algum, (Jo. 16. 32; Hb. 9. 14). Exemplo: Muitas vezes, somos obrigados a deixar um filho em um hospital, o filho chora e se sente abandonado, mas os pais estão ali sempre por perto, chorando, perdendo noites de sono, ansiosos para ver o seu filho recuperado em seus braços, mais todavia, a criança se sente abandonada pelos seus pais. O mesmo aconteceu com Jesus, em sua Natureza humana sentiu-se abandonado pela sua Natureza Divina, que é Deus, então disse: “Deus meu, por que me desamparaste?”.

Ele não foi desamparado, pois na verdade, aquele que estava no madeiro era o próprio Jeová, o Senhor da Glória, (1º Co. 28). Irmão, aquele que deu a vida por nós, sentiu-se abandonado em sua Natureza humana, mas não foi abandonado, porque ali estava Deus manifestado na carne, como já foi dito, (1º Tm. 3. 16). A idéia de que, a segunda pessoa da Trindade foi abandonada pela primeira e a terceira, é um absurdo! Afinal, volto a perguntar: Onde está á união desta tão bendita Trindade, quando são capazes de se esquecerem uma das outras? E ainda, pode uma pessoa Divina ser abandonada por outra? Pode uma pessoa Divina pedir ajuda a outra sem perder a sua divindade? Pense nisto.

Pr.José Elias

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